Casa e Saúde

1ª Semana de blogagem coletiva pela visibilidade lésbica e bissexual

“Os discursos que acima de tudo nos oprimem, lésbicas, mulheres,  homens homossexuais, são aqueles que tomam como certo que a base da sociedade, de qualquer sociedade, é a heterossexualidade”

CHAMADA PARA A 1ª SEMANA DE BLOGAGEM COLETIVA PELA VISIBILIDADE LÉSBICA E BISSEXUAL

Não nos querem lésbicas. Querem que sejamos amigas, entendidas, do babado, mulheres macho, cola velcro. Somos colocadas em inúmeras categorias, mas raramente somos lésbicas, mulheres que se relacionam afetiva e sexualmente com outras mulheres.

Pelos manuais de redação, os jornais se referem a nós como gays ou homossexuais, ou nem se referem. A indizível palavra que começa com L deve ser evitada a qualquer custo. Assim como a vida dessas mulheres que ousam fugir do padrão.

A negação da palavra que condiz com a mulher que ama e se atraí por outra mulher já nos causa um apagamento de identidade sexual gigantesca. Nós, lésbicas, existimos e insistimos pelo uso da escrita e pronúncia: LÉS-BI-CA! Não há nada de errado nisso.

Não queremos e nem precisamos de uma palavra que não carrega gênero, mas é comumente associada aos homens, fazendo com que se potencialize a nossa subexistência social.

Nossas existências são permeadas pelo machismo e pela lesbofobia, quando não o são pelo racismo, pelo cissexismo, pelo classismo, pela gordofobia, já que, além de lésbicas ou bissexuais, somos negras, indígenas, trans, pobres, periféricas, gordas.

E o que dizer das mulheres bissexuais, sempre com a pecha de indecisas, promíscuas, hipersexualizadas?As lésbicas que “passam” – que, por sua aparência ou postura, são presumidas como heterossexuais em um primeiro contato – talvez tenham um pouco menos de dificuldade em conseguir um emprego, mas pairará sempre sobre elas a sombra do segredo. Um dia descobertas, pode ser que percam o emprego, ou fiquem sempre fadadas aos cargos subalternos. E as que não passam, quantas e quantas vezes deixaram de ser selecionadas para vagas que, com certeza, eram melhor qualificadas que os demais candidatos, sem uma explicação plausível.

A saúde é mais uma dessas: “qual método contraceptivo usa?” – “nenhum, sou lésbica” – silêncio.

Profissionais de saúde NÃO ESTÃO PREPARADOS para atender e responder as demandas das mulheres que fazem sexo com outras mulheres, seja sobre prevenção a DSTs, seja sobre a qualidade do sexo e formas saudáveis de se relacionar.

Da mesma forma, ninguém crê que possa haver violência doméstica num relacionamento entre mulheres.

Podemos falar, ainda, do fato de que, no imaginário popular, mulheres transando não gozam, não tem qualidade ou intensidade sexual, apenas uma ~dancinha preparatória~ à espera do homem cis que as salvará com sua piroca redentora. Pelo menos é isso que os filmes pornô mainstrean reproduzem e que muitas pessoas compram como verdade.

Podemos enumerar dezenas de situações nas quais as mulheres lésbicas e bissexuais ficam escondidas, invisíveis, têm sua existência oculta sob a sigla G, como se fossêmos todas felizes a partir da felicidade masculina, gay ou não.

Por isso a validade e urgência de uma data como essa. Serve para dizer que existimos, que temos desejos, necessidades, sonhos, e que eles são nossos, específicos, e tão importantes como qualquer outro. Somos cidadãs e exigimos nosso lugar nessa sociedade que não titubeia em exigir nossos deveres, mas é omissa com nossos direitos.Conscientes dessa necessidade, nós, o True Love, convidamos todas as  meninas e mulheres, cis e trans,  lésbicas e bissexuais, para uma blogagem coletiva em busca da nossa visibilidade. Vamos marcar esta semana com muitos textos e relatos pessoais. Pois estamos aqui, existimos e temos vivências e necessidades específicas.

Para participar, produza um texto que nos conte como é sua existência nesse mundo lesbo e bifóbico, das suas dores e suas delícias.

Se tiver blog, publique lá, inclua a frase “Esse texto faz parte da 1ª Semana de Blogagem Coletiva pelo Dia da Visibilidade Lésbica e Bissexual, convocada pelo True Love”, com o hiperlink dessa página, e nos envie o link para divulgação até as 12h de cada dia, entre 25 e 31.

Se não tiver blog, nos envie seu conteúdo no máximo até dia 28 de agosto, com uma minibiografia de até 300 caracteres, que publicamos por aqui mesmo.

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Questão de Gênero – Visibilidade Trans

Se você é uma menina, você normalmente não pensa muito sobre isso. Parece normal para você ser do sexo feminino. E, para a maioria dos meninos, é muito natural ser do sexo masculino. Mas isso não acontece com todo mundo. As pessoas transexuais que nasceram mulheres sentem que devem ser do sexo masculino, e as pessoas transexuais que nasceram homens sentem que devem ser do sexo feminino.

As pessoas que são transexuais sentem como se estivessem vivendo dentro de um corpo que não lhes pertence. Eles costumam dizer que se sentem “preso em corpo de outra pessoa.”

Porém nem todas as pessoas transexuais se sentem necessariamente desconfortáveis com o seu corpo, alguns conseguem encontrar em meio ao preconceito e os estereótipos uma maneira de se “identificar”.

O que significa ser Transgênero?

Quando você pensa em si mesmo como homem ou mulher, isto é chamado de identidade de gênero. Todo mundo tem uma identidade de gênero – o senso inato de nós mesmos como sendo do sexo masculino ou feminino.

A identidade de gênero da maioria das pessoas corresponde a sua anatomia. Mas as pessoas que são trans se sentem diferentes da sua aparência física.

O que a sociedade “espera” de nós como homens, mulheres, meninos e meninas também afeta o que pensamos sobre nós mesmos. Cada cultura tem “regras” sobre o que é esperado para os homens e o que se espera para as mulheres. Essas expectativas podem incluir coisas como penteados, roupas e empregos – e como as pessoas devem agir ou se comportar.

Estas “regras” são na sua maioria silenciosas. Nós as conhecemos porque nós as vemos por toda parte. Assim, a maioria das pessoas cresce acreditando que homens devem agir de determinada maneira e mulheres devem agir da maneira X, sem pensar muito sobre isso (e deveríamos, possivelmente evitaríamos uma sociedade machista e preconceituosa). Transgêneros, porém, possuem uma visão diferente de si mesmos.

Algumas pessoas transexuais sabem que se sentem “diferentes” desde que são crianças e jovens. Outros passam a ter esta percepção após a puberdade ou até mais tarde. Quando as pessoas que são trans tomam consciência de que se sentem incompatíveis com seus corpos, podem sentir-se confusas e emocionalmente em conflito.

Algumas pessoas decidem mudar fisicamente seus corpos – por meio de cirurgia ou de hormônios – para combinar com o gênero com o qual realmente possuem. A mudança física é um processo longo, complicado e caro.

No entanto, nem todo mundo decide fazer uma cirurgia ou tomar hormônios. Algumas pessoas trans se sentem mais confortáveis mantendo sua anatomia física, mas se vestindo como o sexo oposto.  Alguns não estão completamente certos do que mais se encaixa em sua vida, mas podem começar solicitando que seja chamada por um nome novo e usando os pronomes que cabem com esse nome (como “Amanda” em vez de “Antônio” e “ela” em vez de “ele”).

 Quando as pessoas transexuais começar a viver suas vidas como o sexo oposto (seu verdadeiro sexo), muitas questões podem surgir – como forma de preencher formulários que requerem verificação “feminino” ou “masculino”, e mesmo que banheiros públicos devem utilizar.

Como acontece com qualquer grupo, nem todas as pessoas transexuais pensam ou querem as mesmas coisas. Tudo depende do que a pessoa em particular precisa para se sentir mais confortável no corpo e na mente.

O que há em um nome?

A palavra transexual não significa apenas que uma pessoa se identifica com o sexo oposto. Também pode ser usada por pessoas que não se sentem exatamente como são, ou completamente masculino ou completamente feminino.

Além de transgêneros, as pessoas usam outras palavras para descrever o sentimento diferente do sexo com que nasceram. Estas palavras podem incluir variantes as de gênero, MTF (do sexo masculino para o feminino), ou FTM (de mulher para homem). Algumas pessoas não querem ser chamadas por qualquer um dos termos que são normalmente usados para descrever as pessoas quando são questionadas sobre  seu gênero. Alguns se consideram heterossexuais outros querem apenas ser conhecidos como quem são, únicos em sua própria maneira.

Transexuais são gays?

Ser transexual não é a mesma coisa que ser gay.

Transexualidade é sobre identidade de gênero – a maneira como você vê a si mesmo, sendo do sexo que você se identifica. Ser gay ou lésbica é sobre a orientação sexual – o gênero que lhe atrai.

Gays e lésbicas estão confortáveis com seu sexo. Eles não querem ser de um gênero diferente do que eles são. Eles são apenas atraídos por pessoas do mesmo sexo.

Como orientação sexual é uma coisa diferente de identidade de gênero, um transexual  pode ser hetero, gay ou bissexual – assim como qualquer outra pessoa.

Todas as pessoas que se vestem como o sexo oposto são consideradas

As pessoas que se vestem com roupas que normalmente estão associadas a um gênero diferente às vezes são chamadas cross-dressers (ou travestis). Nem todas as pessoas que se vestem como o sexo oposto são transexuais. Muitos cross-dressers fazem sua escolha de roupas para diversão, conforto, ou como uma forma de expressar seu estilo pessoal – não porque eles se vêem como o outro gênero.

O que leva a pessoa a ser Transgênero?

Nada leva uma pessoa a ser transexual, nasce-se assim. Especialistas acreditam que é o resultado de uma complexa mistura de psicologia, biologia, e fatores ambientais – jamais uma questão de escolha.

Especialistas não sabem o que torna uma pessoa confortável ou não com a sua anatomia. Afinal, ninguém sabe por que a maioria dos homens se sente confortável com o sexo masculino e a maioria das mulheres se sente confortável com o sexo feminino.

O que o futuro reserva para os transexuais?

A ideia de que uma pessoa pode se sentir em um corpo de gênero errado é algo que muitas pessoas nunca ouviram falar, e em sua grande maioria simplesmente não entendem. Transexualidade em nossa sociedade machista e patriarcal ainda é um tabu, muitos se sentem desconfortáveis para falar a respeito ou lidar com seu familiar e acolhe-lo muito pela falta de informação.

Para muitos pode ser difícil uma unidade de pensamento com relação a percepção de que  a pessoa trans se sente diferente dos outros. Transexuais enfrentam a rejeição, discriminação e até mesmo raiva de pessoas que não entendem de identidade transexual. Existe o desafio de lidar com a reação dos outros mesmo dentro da própria comunidade LGBTT. Nem todo mundo é tolerante, aceita ou entende.  Transexuais enfrentam situações hostis e comumente injustas o que pode levar a sentimentos de depressão e isolamento.

Os grupos de defesa e um número crescente de profissionais de saúde estão empenhados em ajudar as pessoas transexuais a encontrar aceitação, apoio, direitos e cuidados. Muitos centros médicos especializados estão disponíveis para ajudar as pessoas transexuais abordando as complexas questões físicas e emocionais que têm de enfrentar.

Como todo mundo, uma pessoa transexual quer sentir-se aceita, compreendida e apoiada. Nós acreditamos que tornar a pessoa transexual visível aos olhos da sociedade e não marginalizado é questão de estarmos dispostos a debater e entender o que é ser transexual e nos dar a oportunidade de aprendermos mais a cada dia.

GÊNEROS RELATIVOS E FALSOS RÓTULOS

Sabemos que as sexualidades são muito plurais, que são construções sociais engajadas e produzidas num contexto social, histórico e político. São meros rótulos identitários. Ao assumirmos alguma expressão identitária, nos fazermos mais compreensíveis ou incompreensíveis (dependendo dela) dentro da nossa sociedade. Como lutar por direitos, se não a tivermos?

O corpo sexuado, o sexo e/ou o gênero, as subjetividades e os desejos, não têm nome nem significado antes da linguagem. Explicações essencialistas ou reducionistas (inatas ou biológicas) para explicar a diversidade sexual, servem apenas para “patologizar” o diferente e tirar sua transautonomia. O diverso incomoda, e por isso é tratado como um pré-sujeito, que tem que ser tirado de cena, seja pela invisibilidade provocada, seja pela violência física ou mesmo simbólica.

Quero ter o empoderamento de me hormonizar, de me transformar, de me tatuar, de lutar pelo direito de ser dono do meu próprio corpo. Transcendo o binarismo homem / mulher e não desconheço o bio-poder, que atravessando todas as instituições, é como uma estratégia acéfala, que sob o pretexto do bem-estar da sociedade, tem como finalidade o aumento da ordem e do próprio poder.  Com a receptividade e utilidade do meu livro “Viagem Solitária”, acabei me tornando um militante e acho que fui muito bem acolhido tanto pela mídia como pelo movimento LGBTTTIQ. As cirurgias não me tornaram um homem cisgênero. Combato o machismo e o culpo pela violência, seja a misógina, a homo-bi-transfobica, a bélica – todas visando o poder e a dominação. O machismo é o vírus que mata com uma permissão consentida pela maioria, que cega. Não o vêm, as próprias mães, que criam seus futuros algozes.

Sou um transhomem feminista, feminino e masculino. Tive coragem e ousadia para enfrentar as adversidades e também fui dócil e afetivo. Como um libertário, defendo os direitos para as minorias discriminadas e injustiçadas e minha mão estará sempre estendida para ajudar os renegados, que sofrem pela estigmatização.

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Enquanto Isso Cozinhas Americanas com Espaço

Sempre falamos de cozinhas americanas como solução para ambientes pequenos, já que a integração aumenta a sensação de espaço e garante maior interação para a família, mas recentemente recebi um email de uma leitora querida do blog, a Viviane, perguntando sobre dicas de cozinhas americanas para ambientes grandes. 

Se você é como a Viviane e tem a sorte de possuir um espaço grande para a sua cozinha, ai que sonho, pode apostar também na Cozinha Americana. Mesmo em ambientes maiores a máxima da integração de ambientes e maior interação entre os habitantes da casa continua valendo, e ainda confere ao local um ar moderno!!

Fica realmente lindo uma cozinha americana em ambientes maiores. Para quem gosta de cozinhar então, é ainda melhor, pois sobra espaço para trabalhar e ao mesmo tempo curtir a companhia das pessoas.

Se você tem uma cozinha grande e quer deixá-la com o estilo americano, uma boa escolha é colocar um balcão no meio da cozinha, uma ilha mesmo! Dessa forma você ocupa melhor todo o espaço e ganha um ambiente mais descontraído e uma mesa de apoio para preparar as refeições.

Mas se a sua cozinha não é tão grande assim, fica legal também sem a ilha. Olha que linda!!

O conceito de cozinha americana consiste na tentativa de agregar bem-estar ao se preparar uma refeição. Com as pessoas gostando cada vez mais de ir para a cozinhar preparar pratos elaborados ou simples petiscos, ficou melhor ter a presença de todos no mesmo ambiente para que o cozinheiro não fique isolado!! Eu acho muito bom isso!!

A cozinha americana ao integrar ambientes permite que a família toda se aproxime mais e torna a atividade de cozinhar uma coisa bem mais prazerosa.

Independente do estilo da sua casa, uma cozinha americana sempre pode acrescentar mais beleza ao ambiente, além de ser bem moderno!

Uma disposição que eu acho bem legal em cozinhas americanas grandes é o fato de se colocar no balcão central a pia ou o fogão… 

Isso cria um design inusitado e bem moderno! Se você é realmente muito bom na cozinha vai adorar cozinhar olhando para seus convidados, enquanto eles ficam babando no prato que você faz hehehehhehehe…

Por integar os ambientes, a cozinha americana poupa tempo e energia, e ajuda a recuperar a vitalidade de um espaço antes esquecido do convívio social! A cozinha agora, passa a ser sala de estar e precisa estar sempre bem arrumada e decorada.

Bom para quem ganhou mais um espaço para abusar da criatividade na hora de decorar e ruim para quem não gosta muito que a bagunça fique exposta. Sim, a cozinha americana tem suas desvantagens. Uma delas é precisar ficar sempre impecável, pois ninguém quer comer olhando uma pia cheia de louça suja, neh??? Argh!!

Outra coisa, é precisar ter um Exaustor ou uma Coifa bem potente… Isso nem sempre é possível em ambientes pequenos, mas em cozinhas grandes não só é possível como também é necessário!!! Se você não tiver um desses, eu sugiro não colocar armários brancos ou pretos, pois essas duas cores ressaltam a sujeira e a gordura que porventura fique nos armários. Outra cores disfarçam melhor e você não vai ficar neurótica limpando o tempo inteiro!

Amei esse!! Olha como ele chamou atenção na decoração da cozinha, sendo um foco bastante lindo e interessante. Com isso, você garante a liberdade de poder fritar o que quiser, sem deixar seu sofá com cheiro de óleo hehehehehehehehehehehe…

Acho que as imagens deixaram várias sugestões legais para quem busca ideia para fazer uma cozinha americana em um espaço grande! Para o resto de nós, mortais que vivem em metros quadrados reduzidos, fica a vontade de um dia ter um espaço assim hehehehehhehe.

Gostam de cozinhas americanas?? Quem tem poderia dar dicas para ajudar na decoração e na organização do dia a dia?? A sua cozinha é grande ou pequena??